Cheguei em Campos do Jordão numa sexta feira de madrugada que pra variar estava gelada devia estar uns 6º, fui contratado para substituir o Mauro, produtor que estava se desligando do projeto por problemas familiares.

Durante o final de semana foi tudo bem, estávamos em um hotel no centrinho de Campos com lareira, bem confortável e próximo a tudo, eu seria apresentado a equipe e os equipamentos e tomaria conhecimento do projeto, tudo perfeito quase nem parecia produção de eventos mas… não era bem assim.

Em 1991 não existiam computadores, celulares, internet então rs tudo era feito na raça.

Logo fui apresentado a “equipe” de montadores, na verdade eles eram carregadores de uma transportadora que foram “cedidos” para a montagem dos eventos eram eles o Taidim, Carioca, Luizão, Zé Carlos e o Boca.

De cara já previ problemas, todos eram gente muito boa mas não eram cenotécnicos, cenógrafos e jamais haviam trabalhado em eventos, mas todos eles tinham disposição e muito boa vontade… pra mim era o começo.

Resolvi em primeiro lugar ganhar a confiança deles, mesmo sem nunca ter montado aquele tipo de estrutura procurei demonstrar confiança trazendo-os para o meu lado, conversamos bastante para entender os detalhes das duas montagens que nunca haviam sido feitas antes, era um projeto novo e não haviam muitos croquis, nem das estruturas, nem plantas técnicas, apenas uma ideia do que deveríamos fazer, e o produtor anterior que havia feito a pré-produção estava de saída.

Passamos o final de semana em visitas técnicas aos locais e aos materiais para tentar entender tudo, e tudo a base de muita pinga com mel durante os almoços e jantares, para aplacar o frio de Campos, afinal era a bebida preferida deles e quem sou eu para ir contra.

Na segunda cedo o Mauro foi embora, e nós iniciamos o Set up…


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