Photo via Visual Hunt
Ontem postei aqui o artigo escrito pela Social Scientist Mary Donohue para o HuffPost Canadá, sobre a geração X, geração a qual faço parte, por isso resolvi fazer algumas divagações a respeito.
Eu já havia ensaiado uma crônica a respeito em meu artigo Produzir eventos “Old School – Old is Cool”, mas ao ler o artigo dela e outra matéria o Estudo da Viacom desnuda a ‘Geração X’, da ADNews resolvi dar mais esta pequena contribuição a respeito deste tema.
Longe de querer criar um Fla X Flu entre gerações, afinal, cada uma delas tem o seu merecido valor, e o seu espaço na sociedade e no mundo corporativo.

Então por que os empresários estão ceifando a geração X de seus quadros de funcionários?
Não acredito que existam literaturas a respeito sugerindo que em determinada faixa etária o ser humano deixe de ser competitivo ou dedicado.Então concluo que só pode ser pela falta de textos explicando de forma didática como é vantajoso manter em seus quadros profissionais com 50 anos ou mais.

Destaco um parágrafo no texto de Mary Donohue que sintetiza bem o que acredito:
“Quanto mais próximos esses trabalhadores chegam perto dos 55 anos, mais seu conhecimento se torna incalculável para sua organização e clientes. É seu capital intelectual”.

Imagine um profissional com seus 50 anos percebendo o mercado se fechar para ele, todos os dias ele sai á procura de maiores conhecimentos acadêmicos, se atualiza e busca maiores desafios, afinal, às contas não param de chegar, o cinquentão também tem aspirações, desejos e anseios, trabalhar não é um estado de espirito, é uma condição permanente inerente ao ser humano, o profissional quando deixa de trabalhar e de produzir, entristece, adoece e invariavelmente se torna uma pessoa amarga.

Mas pensemos nas vantagens dos “fifties” que é como eu prefiro chamar.

Nascidos em uma época difícil, o militarismo impunha regras e todos eram forçados a aceitar, nada era fácil, podíamos jogar bola e brincar descalços na rua e quase sempre voltávamos para casa sob a mira do chinelo, afinal, sempre se perdia a hora, e o chinelo era o argumento da época, mas passamos com louvor desta fase e sem mi mi mi.
  • Salvo raras exceções os “Fifties” já tem família formada, passaram pelas fases de namoro, paixão, traição e, portanto tem estabilidade emocional adquirida pelas “fossas” ao longo da vida.
  • Sentiram na pele as várias recessões que o país passou e vários planos como o Verão, Bresser, Collor etc… E, portanto sabem exatamente o “valor” que o budget do cliente tem, e sabem valorizar a segurança de um bom emprego.
  • Aprendemos a trabalhar na prática com os “bommers”, botando a mão na massa, toda a expertise deles sob a rigidez dos anos 80/90 e ainda sem os computadores e ao final dos anos 90 passamos a evoluir junto com a internet que engatinhava, chegaram os anos 2000 e hoje trocamos experiência com os “Millenials”.

Percebe que os “Fifties” são o link entre o clássico e o novo?

A bagagem de conhecimento dos “Fifties” se torna incalculavelmente valiosa para as empresas que tiver em seus quadros um mix de profissionais.
Enfim é um assunto a se pensar, acredito que em uma época em que resultados são exigidos muito rapidamente a melhor solução é uma simbiose “Fifties & Millenials”.

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