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Antes de começar a ler é bom que saiba que vou escrever a “MINHA” experiência sobre um assunto, que já há muitos anos faz parte da vida de quem trabalha em eventos.

Não é minha intensão ser o dono da verdade nem econômica muito menos politicamente, apenas estou pondo na sua tela a minha experiência nesta questão específica.
Em 2006 fui contratado por uma agência de Eventos, salário acertado todos os principais direitos trabalhistas como Férias, 13º e plano de saúde.
Mas a condição era de que eu abrisse uma microempresa em meu nome e passasse a dar nota fiscal como se eu fosse uma empresa.
Seria uma enorme economia para a contratante e quase (repito quase) todas as garantias trabalhistas, pois eu não teria a retenção do fundo de garantia e previdência e desta forma não contaria tempo de contribuição para a aposentadoria.
Aposentadoria esta que mudou recentemente jogando mais uns bons anos de contribuição nas costas dos trabalhadores, mas isso é outra história.
A MINHA solução foi fazer a contribuição previdenciária á parte e eu mesmo depositar um percentual do meu salário em uma poupança como se fosse o FGTS.
Com esta economia a agência pôde contratar mais dois profissionais nas mesmas condições para o meu departamento, foi bom para três pessoas e não apenas uma.
O texto aprovado inicialmente ontem, e que ainda aguarda a sansão do Presidente, flexibiliza vários aspectos da antiga lei, acrescentando alguns itens e relaxando algumas regras até então inflexíveis, liberando esta negociação entre patrão–empregado.
Trouxe a luz o trabalho intermitente, o parcial e o Home-Office (já utilizados em agências de eventos) entre outros itens.
Pela minha ótica, essa reforma é boa se for honestamente levada adiante, pelas duas partes mas como sabemos que o Brasil.
Não me cabe julgar a lei aprovada, estou apenas prestando o meu testemunho sobre uma prática que para mim já é conhecida há 11 anos e como disse o Charlie Brow Junior em uma música “Cada escolha é uma renúncia esta é a 
Vida”