Caros amigos de eventos:
Certa vez em Março de 2000, eu tive que montar na Barra da Tijuca-RJ uma coletiva de imprensa para o Ricardo Zonta, na época piloto de Formula 1 da equipe BAR, patrocinada pela Souza Cruz.
O escopo do projeto original era simples, uma coletiva de imprensa num café do outro lado
da rua, mas como em eventos tudo tem que ser diferente a assessoria de imprensa achou que o apelo para a mídia era pouco e resolveu incrementar.
Incrementar em eventos quase sempre significa se vira produção!
De uma simples montagem num café, passamos a ter que construir uma tenda com aproximadamente 900 m² na faixa de areia, com nivelamento de piso, ar condicionado, lounge com expositores de produtos da marca, decoração em tecido, mobiliários confortáveis, bares, área de projeção e coletiva para 50 jornalistas.
Era uma quinta feira, final de tarde e a coletiva seria na segunda feira as 10:00, agora vcs imaginem conseguir autorização da Prefeitura neste prazo tão curto de apenas um dia, um mísero dia, e “apenas” o final de semana pra botar tudo de pé.

Eu que recém acabara de entregar o projeto Verão de Hollywood em Buzios e Cabo Frio e já estava embarcando numa produção de Lucky Strike, peguei o projeto saindo de Búzios, por Nextel, recebi por email os layouts e antes de ter a autorização já acionei todos os fornecedores, mandei as artes pra rodar as lonas.
 Arrisquei que meu parceiro de liberações conseguiria e agendei para o início da montagem sábado as 07:00 da manhã, mesmo sem ter autorização.
O dia de sexta feira foi bem tenso, na Prefeitura do Rio, nossa montagem foi indeferida, advogado correndo pra todo o lado, conhecidos e nada de autorização, foi quando meu parceiro de liberações local teve uma idéia luminosa.
Vamos protocolar o pedido na Subprefeitura da Barra, ele correu pra lá, apresentou o projeto argumentou que seria uma grande visibilidade para a cidade já que a Formula 1 estava em SP e traríamos um piloto ao Rio para entrevistas.
Conseguimos a autorização, montamos tudo, mas uma frase ficou na minha cabeça.
O meu Diretor de produção Irineu Rocha ao me dar parabéns pelo job me disse
“Eu não sei onde foi, mas tenho certeza que vc chorou para produzir este job”
Ele que me conhece muito bem tem razão, chorei na Barraca do Pepê, quando consegui a autorização!
E vcs já choraram de emoção por entregar um job?
O link da matéria da coletiva